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Reconstituição
Reconstituição- Parte 1.
Ele ia, sempre que podia, visitar aquela menina... Era do tipo de visita que ele gostava de fazer, ela sabia como cativar alguém, sabia fazer-se vista e querida. Mas aquela visita era diferente, tudo naquela noite parecia diferente... Cada estrelinha parecia chorar, o ar se fazia cada vez mais pesado, em um ambiente carregado de uma culpa que ainda não existia... Nunca fora tão difícil fazer-se visto!
-É você, tio?
- Meu anjo...
-Tio... Eu contei pro meu pai que você vem me visitar às vezes...
-Ah é, anjinho? E ele? – com os olhos enchendo-se de lágrimas.
- Ahh, tio... Ele falou que anjo não existe, e muito menos visita a gente na hora de dormir...
- Minha anjinha... Sabe que costuma ser assim? As pessoas crescem, e tem tantos problemas, que acabam se esquecendo de ter fé... Deve ter acontecido isso com seu pai...
Ele caiu aos prantos...
-Tio, pára com isso... Que foi? O senhor tá bom? Que foi,tio?
- Nada, anjo... não é nada...
- Pode me falar,tio! Eu não tenho medo de nada, eu sou corajosa...
-Anjinho... Você vai morrer amanhã...
-Disso eu já sei, tio...
-Sabe, anjo? Sabe como?
-Não sei, tio! Essas coisas a gente sabe e pronto,ué...
-E você não fica com medo, não?
-Não, né... Você já me falou tanta coisa bonita do lugar que a gente vai quando morre...
-É que você não tem idade pra entender...
-E quem tem,tio?
-Ninguém, meu anjo... Ninguém...
Reconstituição- Parte 2.
Cabeça de criança ninguém entende, né? A daquela menina muito menos... Sabe que ela, sabendo que ia morrer, decidiu sair agradando todo mundo por aí, ela queria que aquele dia fosse perfeito... Com cinco anos e já entendia que aquele momento era único, indefinível. Já acordou gritando:
-Papai, papai... Vamos na piscina?
E é normal de todo homem adulto acordar mal humorado... Piscina? Que piscina? Eram nove horas, e a única coisa que ele queria era dormir até meio-dia. Mas a gritaria era muito grande, a esposa já estava reclamando... Era melhor atender aos caprichos da filha.
O dia passou assim pra menina, tudo que ela pedia, ganhava... O sorriso sempre aberto no rosto, vontade de chorar porque ia sentir saudades, vontade de correr pra alcançar qualquer coisa, vontade de brincar com todos os brinquedos, jogar todos os jogos, vontade de gritar, vontade de gritar, vontade de gritar!
Sorriu pra todo mundo, deu carinho de graça, assim como quem não quer nada... E apenas vivia um dia especial... Brincou com os irmãos, chamou até a madrasta pra brincadeira, tratou a moça com todo dengo que tinha, mas não adiantou de nada... Talvez fosse melhor não insistir.
Reconstituição-Parte 3
- Anda, anda... Tá na hora de parar de brincar! Tá na hora de arrumar pra festa... Rápido, menina, rápido... A gente tá atrasado!
- Tá bom, tia... Já vai...
“Tio, tio... Cadê você, tio? Vem me buscar... Já não tá na hora? Eu não quero mais ficar aqui, tio... Não gosto quando ninguém grita comigo... Tio, tio... Vai demorar, tio?”
-Tá chorando por que, menina!?
-Nada tia, não é nada,não... é só saudades da mamãe... – e ela falou isso tudo muito rápido, não queria que ninguém mais percebesse o choro.
-Você me chamou de mamãe?- rindo.
-Não tia, não... eu disse saudades da mamãe- falou pra si mesma, com o choro já contido.
Reconstituição-Parte 4
Então, na festa era fazer de tudo... Correr, pular, cantar, falar, sorrir, dançar, comer docinho, comer salgadinho, beber refrigerante, bicar da cerveja do pai pra ver se é bom, cuspir a cerveja e falar que nunca colocou nada tão ruim na boca, rir... Rir daquela situação patética, rir de todos aqueles adultos que achavam que a vida era juntar o máximo de dinheiro, e sair se gabando disso! Rir, rir, sorrir e dar gargalhadas... Rir por que ela sabia o que ia acontecer, ela estava tranqüila, ela não tinha medo, e agora sim, ela enxergava que o medo regia toda a vida daqueles sujeitos grandes da festa, até na hora de rir, eles riam amarelo, porque tinham medo.
- Olha só, cara... Sua filha tá viajando!- falou um amigo do pai- Que gracinha...
-O que você tem, menina?- perguntou o pai.
-Eu vou morrer hoje, papai...
A notícia caiu feito uma bomba. E agora não era mais o medo que regia a cabeça do pai, agora imperava a raiva, que é a isso que o medo leva... Gente grande é assim mesmo, não aceita que nada exista se não é do conhecimento deles, gente grande morre de ódio porque criança consegue saber as coisas que eles não sabem, mas eles não querem saber, eles não querem enxergar, eles não têm fé...
-Juro, juro que acabou minha noite!
-Acabou porque, tia?
-É você, menina... Você que só quer saber de aparecer! Mas com um pai banana igual esse... Queria o quê?
A menina chorava... O pai sentindo-se humilhado colocou toda a culpa de seus problemas em quem não podia se defender... Agora a menina era ridícula, aparecida, idiota, burra e chorona:
-Você vai ver quando chegar em casa!- Gritou o pai, enquanto sacudia a criança pelos braços.
Reconstituição-Parte 5
-Deixa comigo! Dessa vez eu cuido dela!
Eles haviam dado uma parada rápida num supermercado, a menina achava que a briga da festa havia sido superada, mas a madrasta frustrou suas expectativas:
-Deixa comigo! Dessa vez eu cuido dela!
-Por favor, tia... Não faz nada comigo!
-Cala a boca, pivete! Cala a boca!- e deu um tapa, com todas suas forças, na nuca da menina...
“-Tio? É você, tio?
-Sou eu sim, meu anjo...
-Eu morri, tio?
-Não, meu bem... Ainda não - enquanto chorava- mas você agüenta, anjinho... Você é mais forte do que pensa...”
Reconstituição-Parte 6
Ela acordou quando subia com o pai de elevador, sua cabeça sangrando, sua boca suja de vômito, deitada no ombro dele... ela fingiu que ainda dormia.
O pai entrou com ela em casa, deixou-a na cama, perambulou por uns 5 minutos pela casa, parecia transtornado... Então, saiu com passos apressados pela porta, e deixou a menina sozinha em casa.
-Anjinho, meu anjo, meu bem! – chorava copiosamente o anjo...
-Vai ser agora, não é tio? Vai ser agora!- começou a chorar também a criança.
Os dois se abraçaram, aquela dor era mútua, parecia que o mundo inteiro sabia o que ia acontecer e ninguém fazia nada... E ele, um anjo, não podia se mover, não podia transformar todo aquele amor que sentia em atos:
“Por que, meu Deus? Porque nos abandonastes?”
E foi chorando que ela disse:
-Tio, não sai daqui, tio... Por favor, fica aqui comigo... Não me deixa sozinha!
-Eu não vou sair do seu lado nunca, meu anjo... Te prometo!
A porta bateu...
Reconstituição – Parte final.
-Quem é você? Tá fazendo o que aí do lado da minha filha, seu louco? Quem é você? Sai da minha casa!Sai da minha casa! Sai! Sai! – gritava, em desespero, o pai...
-Você quem? Tá falando com quem!? Tá ficando louco? Tá querendo me deixar louca!?- gritava a madrasta...
Era uma gritaria, uma cena de loucura, a insanidade imperava naquele sexto andar... A menina estava assustada.
O pai correra até a cozinha, pegou uma faca e correu até a janela... Começou a cortar as redes. A faca não cortava. Ele começou a revirar as gavetas.
-Foi você! Foi você, sua putinha! É igual sua mãe,né!? Tá querendo me deixar louca!- E partiu pra cima da menina, enforcando-a, mas sem traços de loucura, viam-se nela traços de crueldade, aquilo era o que aquela mulher sempre quis...
-Pára! Pára! Pai! Pai... Pára,tia! Pára!- gritava, a criança, por socorro...
O pai cortou as redes da janela com uma tesoura. Correu até o anjo, que chorava, e começou a arrastá-lo até a janela.
A menina desfalecia.
O pai não conseguia arrastar o anjo para a janela, e ele desapareceu, no mesmo momento em que ‘seu anjinho’ fechou os olhos.
-A culpa é dela, amor! A culpa é dela... ela quer deixar a gente louco... eu tinha que fazer isso! Eu fiz o certo... Dá um jeito nisso, amor! A culpa foi dela, não minha... – foi a última coisa que o anjo escutou, antes de encontrar a criança...
“-Acabou, tio? Acabou?
-Pronto, meu anjinho... Agora acabou...
-Então, vamos embora, tio...
-Vamos meu bem- e levou-a até a janela...
Antes de partir a menina ainda comentou:
-Tio, morrer dói tanto aqui dentro...
E voaram pela janela, voaram para o lugar cheio de coisas bonitas, pra onde todo mundo vai quando morre...”
O resto é história.
Escrito por João Gabriel às 01h20
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As fadas, as bruxas e os anjos
são só falhas de um por-do-sol estranho
e tudo que se faz paixão e amor
se fez no morno de um dia sem sono
quando a certeza se mostrar: Cuidado!
Vigie cada um de seus passos,
tome conta das suas palavras:
Tudo no mundo torna-se marcas(!)
que descem o corpo feito cicatriz,
e mexe, e remexe, e samba nos seus seios
enrosca, feito um rock, como eu quis...
Quando anjos e demônios se ajeitam,
fazem como, então, eu sempre fiz...
pela cama, ou mesmo o chão, se deitam:
aprenderam cedo que isso é ser feliz...
Pelo belo dos meus versos se beijam,
enquanto o feio, o belo seduz...
Escrito por João Gabriel às 13h50
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Chiara
Não desiste, não desanima, não pára...
Não desperdice seus pensamentos
Com presságios de flores quebradas.
Que qualquer coisa ruim passa...
Com medo das bruxas? Reze pras fadas...
Leve tudo com sorriso, com jeito
Antes fosse só isso, mas despeito,
Os problemas do mundo são maiores
Que qualquer um dos nossos defeitos!
E de tão pequenos, os nossos pecados,
São só falhas de um amor sem cuidado!...
Seus olhos azuis, meu sorriso quadrado,
Meus olhos pedindo, seu sorriso de lado:
Te quero ainda, de novo em meus braços...
Não desiste, não desanima, não pára!
Não desperdice os bons fluídos
Com presságios de flores quebradas
Que te dou um milhão de ‘rosas roubadas’...
Te falo de amor, te quero, Chiara!
Escrito por João Gabriel às 19h38
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Eu, Ela e a Outra...
Pede Ela pra esquecer, Tudo que eu disse, e prometi... Fala com Ela que eu cresci, Que o pior de tudo acabou, e Pede Ela pra sair, Nunca mais pensar em mim... Fala com Ela que eu mudei Depois de tudo que passei! Pede Ela pra pintar, A unha, o quatro, e o cabelo, Se sentir bem mais bonita... Que eu, agora, escrevo pra Outra, São meus olhos em outra vida... Que não vou mais perder meus versos, Falando de flores já morridas...
(Conta pra Ela como a Outra é linda...)!
Fala pra Ela não chorar, Que apesar de ter ido, e não voltar... Ainda ando por aí, Pesado e muito vulgar... Diz pra ela que meu lema Ainda é Exagerar... Manda ela obedecer, Manda ela respeitar... Que eu quero que Ela se exploda E que exploda meu bem, e meu mal, Que se exploda a porra da “Boda Espiritual”, Que eu quero que Ela se exploda... Que minha boca ,agora ,pede, A boca daquela Outra!
Escrito por João Gabriel às 22h36
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Poema-duplo...
Sobre a Mãe...
Ela pariu um filho bastardo, Deixou a vida de lado: E entrou pro mercado... Largou o menino no mato, Tem tanto largado no mundo E o menino era mais um coitado... Ela largou sua vida no mundo, Entregou e vendeu o seu corpo, E falam que não foi por muito... Logo ela que tinha tudo... E agora não tem mais nada, Nem o corpo que era, é mais dela... Nem a mesma que é, ela era... Logo ela que tinha tudo... E agora só a veia furada, A coca, o álcool e a heroína... Tem a vida... Que vida!? Nem isso... E um filho jogado no lixo...
Sobre o Filho...
Era pra ele ser mais um coitado, A mãe já tinha largado no mato... Mas ele cravou os dentes na vida, E prometeu que mesmo sozinho Se faria um forte, e se bastaria... Subiu o morro com fome, Entrou na boca e pediu um teco... Usou o baseado, cheirou uma fila, Comeu, satisfeito, pão com salame... Falou lá no alto, que não trabalhava, Que comer era raro, a vida não prestava! Eles lhe deram do melhor que já teve Cerveja, cocaína, maconha e comida, Mais um dinheirinho pras coisas da vida... E ele cravou os dentes na boca! Não era bobo, e nunca teve medo de nada! Foi crescendo, crescendo aos poucos... E dali um tempo, já era chefe da parada! E então ele se considerou um cara feliz, Tinha tudo que queria, tinha tudo que quis... Ele mandava, comandava e era temido, Ele era o cara no mundo dos bandido... Tinha o respeito até dos ‘alemães’... Mas, coitado... Ele mal sabia Que vendeu a cocaína Que matou a própria mãe...
João Gabriel
Escrito por João Gabriel às 21h41
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Sobre meu silêncio
Prometo te amar em segredo Pelo resto da minha vida... Prometo sempre sentir seu cheiro, E um friozinho na barriga... Prometo chover todas as tardes, Correr seu corpo, molhar seu vestido... Prometo estar sempre ao seu lado, E te amar, mas sempre escondido... Prometo te amar todos os dias, E todas as horas com mais alegria... Prometo te dedicar toda minha poesia... Eu te prometo a terra, o céu e o mar Prometo tirar seu fôlego, Prometo te deixar sem ar... Prometo prometer qualquer sentimento, Prometo um amor platônico Que viva através dos tempos!
João Gabriel
Escrito por João Gabriel às 17h50
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VAMO, CRUZEIRO!
Eu quero que todos saibam Que pra todo lugar que eu vou Carrego sempre comigo O sacrossanto manto azul E cheio de orgulho, me deleito Com as cinco estrelas no peito Cantando de amor pelo Cruzeiro... Gritando, cheio de orgulho e paixão... “Eu sou Cruzeiro, pra sempre! E faço parte dessa China Azul!” E a cada guerra me entrego por inteiro Eu e mais oito milhões de guerreiros É isso que eu conto... Não há quem mude Meu amor pelo Cruzeiro Esporte Clube! E quanto aos outros, eu só lamento... Pois enquanto eles apenas torcem contra... Nós nos unimos, e guerreando juntos Torcemos o próprio vento!
Escrito por João Gabriel às 00h35
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Sobre o sonho com o poeta
Um poeta me achou num sonho Me procurou pra contar um segredo E me contou que o amor era podre No meu ouvido que o amor era feio, E sonhando, então, eu disse ao poeta “Que feio, que nada! Ele é uma festa!” E, de repente, o poeta se virou pra mim, E falou uma história mais ou menos assim: “no tempo do início, quando tudo se criou Deus criou o vício, e do vício nasceu o amor... E das costelas do vício nasceu o Poeta, Cheio dos chavões, e frases feitas que ele usa... E misturou o amor com o vício E, assim, nessa mistura, nasceu a Musa... Que logo se aproveitou de sua fama, E largou o Poeta no vício! E jogou o Poeta na lama! E foi assim que o Poeta morreu, Sem escrever mais nenhuma linha! Enquanto a Musa, por muito viveu... E foi sempre tida como Rainha...” Então, com medo, perguntei ao poeta Se foi mesmo assim, sem nenhum final feliz... Que a história do primeiro Poeta terminou: “Que se for assim, eu não acredito!” “Se não acredita, é porque nunca amou!” E sorriu... Ironicamente.
Escrito por João Gabriel às 20h44
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Falando de mim...
Eu estou apaixonado desde que nasci. As lembranças são vagas, porém claras... “é aquele menino que sobe numa mesa de pedra e grita pra uma loirinha que passa: ‘Eu te amo!’... é o mesmo garoto que aos cinco anos de idade, não se espantem com a precocidade, já tinha mais de vinte namoradas”, embora nenhuma delas houvesse sequer sido informada do cargo importante que ocupavam no coração desse pequeno Don Juan, que teimava em se fazer presente dentro de mim. Eu sou assim... Uma réplica daquele pequeno com vinte namoradas, um viajante, um inconstante, um sonhador: Infelizmente. Logo eu que já fiz de tudo... já entreguei rosa, já fiquei frustrado por não entregar uma outra, já fui admirador secreto e fui descoberto no mesmo dia, já andei alguns quilômetros para declarar meu amor, já dei presentes, já gastei o que não tinha, já beijei em casa de boneca, já me ajoelhei pra mostrar reverência, já namorei em ponto de ônibus, já tive tudo na ponta da língua e não disse nada, já me apaixonei mil vezes pela menina errada, já escrevi palavras de amor, já escrevi palavras de saudades, já escrevi palavras de loucura, e já botei poesia e muita rima em momentos nem tão belos assim... Logo eu que já fiz de tudo... Logo eu que já escrevi vários nomes no caderno, que já rezei tantas vezes pedindo pra que tudo se ajeitasse... eu que já fui tão corajoso, e em outras vezes tão covarde... Logo eu que sempre pus o amor na frente de qualquer outra coisa... Logo eu, que pena, fui desistir do amor. Eu nunca mais quero me apaixonar... A partir de hoje quero estar sempre no comando, quero que seja Eu o centro de tudo. Quero nunca mais ter de deitar numa cama para me perder entre meus sonhos e angústias, e acabar chorando... Quero nunca mais ter que sonhar, não quero nunca mais ser a réplica daquele menino apaixonado, ou subir numa mesa de pedra para me declarar. Nunca mais vou mandar flores! Sim, confesso... entrei para a turma dos desiludidos. Um tipo de gente que gente que só aceita ‘ponto final’, ‘vírgula’ e reticências. Embora vivam sempre cheios de ‘interrogações’ escondidas debaixo da cama, e esperem sempre por uma exclamação, curta que seja, em suas vidas. E a culpa é da desilusão... da desilusão de tudo que passei e terminou... de todo amor ter acabado, ou nem começado... ou simplesmente se acovardado! O amor não existe, o amor não acontece, eu não acredito mais no amor... Muito embora eu O sinta bem vivo dentro de mim!
Escrito por João Gabriel às 18h36
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Acertando as contas com o meu amor
E então de repente era amor! Pela primeira vez na vida amor! Amor que fazia qualquer sertanejo Virar samba de se esbaldar na pista... E quando, então, um dia te toquei Confesso, foi amor a primeira vista... Então eu entendi o que era amor! Desejo, com vaidade de amor... E o mundo imediatamente virou amor, Mistura de átomos, moléculas e... Amor! E tudo à minha frente cheirava amor, Um cheiro doce, de chocolate com amor... Amor então eu quis pra sempre, Amor pra viver somente por ele, Amor pra mim e eu viver só com ele, Amor que meu, e eu fosse dele... Que eu fosse dele e do mundo de amor... Que eu quisesse viver só de sol e amor... E eu quisesse fugir pra onde já estou... E eu quisesse só amor, e pra sempre só amor... E que eu pagasse contas usando amor Pagasse contas de amor usando meu amor...
Escrito por João Gabriel às 16h11
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Casa Nova...
Onde habitam as bruxas, Também habitam as fadas E no lugar onde mora a raiva Moram também as já fadadas Cores do meu amor... E onde mora esse seu medo De ares tão indeciso, Moram também os bons segredos, E as flores do seu sorriso... Onde mora tudo que pulsa, Tudo que bate, que alegra e dói... Mora tudo que no mundo mora, É tudo de bom, é tudo de ruim... Onde moro? Que importa!? Se não precisa bater na porta, Por que já mora dentro de mim...
Escrito por João Gabriel às 20h03
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Soneto do Amor perdido...
Deu-se que quando estava na janela Bem ocupado em admirar estrelas, Toda a noite perdeu-se em meus olhos E meus olhos encontraram-se nela...
E acontece que num tempo distante Do nosso em várias centenas de anos O Amor, distraído, perdeu-se na noite. Ele agora está preso nos meus olhos!
Meus olhos, então, faziam do meu corpo Uma espécie de prisão para a noite... E ainda pensavam no Amor como morto.
Quando o Amor descobriu-se prisioneiro, Jurei inocência de toda maldade... Mas quando ele partiu, chorei: - Saudade...
João Gabriel e Júlia.
Forma: Soneto Métrica: decassílabo (coloquei isso só pra contar pra todo mundo que tá metrificado...) euahhuaehuaehuaeuhaeuhaehuaeuh
Ajuda FUNDAMENTAL, viu Júlia?
Escrito por João Gabriel às 02h30
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Risco, arrisco e rabisco.
Eu risco, arrisco e rabisco Te arranco da cama E te jogo no lixo Te arrasto pro alto Do meu precipício, Eu sou seu amante Seu sonho e seu vício... O amor e o terror No seu filme preferido, Que te fala bobagens No canto do ouvido Te beija na boca E te perde o sentido!
Depois risco, arrisco e rabisco Te arranco da cama E te jogo no lixo!
João Gabriel
Escrito por João Gabriel às 18h55
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Soneto
Aquela blusa caindo do ombro E os peitos saindo da blusa... As pernas cruzadas à mostra E seu olhar, chamando: “Me usa...”
Aquela boca molhada me chama, Com a língua dançando nos lábios... E meus olhos percorrem seu corpo Fielmente, como bicho amestrado...
Amestrado, permaneço louco... Prostrado diante tal visão, Amestrado, percorro seu corpo, E te sinto com a língua e a mão...
É seu cheiro que me deixa maluco, Alucinado! De tanto tesão...
João Gabriel
Escrito por João Gabriel às 13h14
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( )*
*esapaço em branco homenageando Rafaela Rodrigues... que conseguiu me tirar do sério e me fazer deletar o poema que estava aqui... mas eu te amo... sua retardada! kkkkkkkkkkkkkkk
Escrito por João Gabriel às 01h01
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